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 Investigadores da Humanidade com outros

 “Se o mundo for salvo, será pela caridade”

Jean Émile Anizan

A minha vida de trabalho:

lugar de missão onde Cristo me precede e me espera…

“Enfermeira no serviço de consultas no hospital, sou chamada pela minha comunidade, pela congregação e pela Igreja a viver e partilhar o Amor de Cristo. O acolhimento dos doentes, uma palavra, um sorriso, uma atenção, permitem uma partilha de vida, de tristezas, de alegrias… também nós enfermeiras, recebemos muito dos pacientes que encontramos. Com os colegas, passa por mim construir uma vida de equipa, pela entreajuda mútua além das afinidades, para opor-se “ao cada um para si” e a divisão. Juntos, procuramos formas de melhorar o acolhimento dos doentes. Pela acção sindical, agimos para a defesa do serviço público. É um desafio democrático de modo a que qualquer pessoa, qualquer que seja o seu nível de vida, possa ser tratada nas melhores condições. É para mim, uma maneira de viver “da caridade que nos impele” para mais humanidade.

 

Em Portugal

“No meu dia a dia vivo e assumo as condições de vida e de trabalho como os demais trabalhadores, sem privilégios. Para ganhar o pão de cada dia vivo o cansaço a luta o stress, os baixos salários, as incertezas e as interrogações quanto ao futuro. Mas também a alegria pelos gestos simples de amizade, confiança, de partilha que se tecem no nosso dia a dia. Alegria também pelos esforços colectivos na procura de mais verdade e no combate por mais justiça.

Junto das minhas colegas de trabalho, Jesus Cristo chama-me a viver do seu amor e da esperança que me habita. Pela minha vida procuro testemunhar que a injustiça e a pobreza não são uma fatalidade, mas que é urgente arrepiar caminhos e construir uma vida mais saudável e mais feliz.

Tenho por “função” trabalhar pelo desenvolvimento e crescimento das crianças que acolho no jardim-de-infância. Investir nelas proporcionar-lhe meios de aprendizagem e de socialização. Oferecer-lhes o “colo” da atenção, do afecto que possam sentir-se amadas. Tomar partido pela defesa dos seus direitos no concreto do meu dia-a-dia. Isto pede um trabalho de interacção com instituições civis de protecção de infância.

… o acompanhamento às famílias é um desafio missionário permanente no meu quotidiano de Auxiliadora da Caridade.

O apelo é de, à maneira de Jesus Cristo na proximidade e gratuidade oferecer um olhar de ternura e de compaixão por estas mulheres tantas vezes feridas pela vida (álcool, violações, maus tratos, toxicodependência, etc). Com elas descobrir riquezas e capacidades tantas vezes escondidas. Com elas, descobrir um caminho possível a percorrer, apontar uma pista, reencontrar a esperança (lutar por uma casa, lutar por uma formação profissional, etc.)

As irmãs idosas redizem-nos: “Na fé, sabemos que a eficácia de Jesus não se mede à soma do que Ele empreende, mas à intensidade da Sua paixão de Amor pelos Homens e pelo Seu Pai. Na fé, sabemos que é quando Ele é pregado na cruz que nos abre portas da vida. Está na hora de entrarmos neste movimento para que com os nossos limites, nossos vidas oferecidas continuem a ter sentido”.

Actas do Capítulo de 2007

 

Cristo é Luz no coração dos pobres…

Cristo é Luz no coração do mundo

Vós sois o sal da terra

Vós sois a luz do mundo

E a luz não é feita

Para ser colocada debaixo do alqueire

Mt 5, 13-15

 

O pensamento das multidões preenche-me e persegue-me

Jean Émile Anizan

 
 
(c) Auxiliadoras da Caridade 2008
palmiralourenco@auxiliadorasdacaridade.org